Nova Economia
Em mais um momento de reflexão e
contemplação coloco a disposição alguns recortes do livro – Nova Economia de
Diego Barreto, o qual, eu ganhei em uma palestra do autor, espero que que
tenhas alguns momentos de inquietudes com estes contornos de ideias.
“Os erros
nem sempre são ruins, a forma como você lida com eles é que define seu sucesso
ou fracasso.” – Diego Barreto.
O Brasil está
mudando de forma silenciosa, a globalização e massificação da tecnologia abrem
oportunidades para novos negócios e para a transformação de empresários em
empreendedores. Startups e corporações que perceberam esse movimento moldam a
nova economia, mas a grande maioria das empresas tradicionais permanece
estática, vivendo do passado.
O Brasil
antigo permitia a perpetuação de serviços ruins e resultados artificiais. Agora,
a dinâmica é outra. Parece óbvio dizer que o mundo mudou desde que entramos na
era da informação e das telecomunicações, um deslizar de dedos na tela do
smartphone tem o poder de alterar todo o campo de batalha. Estamos sempre a uma
inovação de distância de que tudo aquilo que sabemos e conhecemos se torne
obsoleto.
Sempre eu
afirmo nas minhas aulas que os dados viraram a moeda mais valiosa das empresas.
É a era da nova economia. Nesse cenário turbulento e dinâmico, manter-se preso
a antigos paradigmas e práticas pode significar ser engolido por negócios
alinhados com princípios da inovação constante.
Dominar as novas regras são
atitudes que definem quem permanece no mercado, para não correr o risco de se
afogar na avalanche de informações desse novo mundo.
Saber ler o Presente, de modo a
vislumbrar o que virá, é uma virtude rara. E é dela que se alimentam os
empreendedores de todas as eras. A competição acirrada estimula a inovação
tanto em tecnologia como em processos de negócios.
Os processos nem sempre são
claros, e a única clareza é que a resposta aos problemas tem de ser ágil. A
jornada de aprendizagem requer insistência, fator fundamental no universo
antifrágil.
Quanto mais erros, maiores os
choques e, consequentemente, conhecimento acumulado.
A nova economia rompe com
paradigmas relacionados não apenas ao tipo de negócio, mas também, fundamentalmente,
a forma como eles é administrado.
Neste livro
podemos verificar alguns insights:
“A única certeza é a mudança” - a
maioria das pessoas superestima o que elas podem fazer em 1 ano e subestima que
pode fazer em 10 anos;
A disrupção atual inclui uma mentalidade de
inovação, de empresa lean, de organizações com pouca hierarquia e com
decisões rápidas e descentralizadas;
Hoje, já vivemos imersos no big
data, com uma realidade em que algumas avaliações, decisões e previsões
feitas por humanos começam a ser realizadas por algoritmos;
No futuro, a massificação do
acesso à tecnologia impulsionará o crescimento e gerará valor por meio de
produtividade;
A nova economia diz respeito a
substituição da lógica de fabricação manufatureira por outra, que é o
fornecimento de produtos e serviços associados ao desenvolvimento de tecnologia
proprietária, formado por empresas com modelos de negócios digitais. Aquele em
que existe uma convergência de múltiplas inovações tecnológicas potencializadas
pela conectividade;
As interações tecnológicas,
econômicas e sociais trazidas por estas grandes transformações geram choques e,
consequentemente, fricções na sociedade;
Na velha economia, uma empresa
era ótima em fazer um produto ou um serviço. Na nova economia empresas são
ótimas em integrar um produto a um serviço ou integrar dois serviços, criando o
conceito de solução.
Na nova economia temos a consciência
de que a diversidade de talentos se tornou uma questão de sobrevivência;
O ponto a ser considerado é a
tríade: internet, nuvem e APIs (Application Programming Interface)
a soma dos três é que viabiliza negócios
exponenciais em termos de capacidade, velocidade, ultra conectividade e custo;
Quando a transparência faz parte
do dia a dia da empresa, não há dificuldade em fazer críticas respeitosas nem
elogios públicos. Eles são necessários para criar referências, mostrar a todos
como os dar o próximo passo;
O sucesso vai nascendo das
dificuldades superadas. E os fracassos podem ser grandes professores;
Quem desbrava o território da
inovação uma vez é para sempre fisgado pela inquietação;
A estratégia precisa ser encarada
como as escolhas que alguém faz para atingir um desempenho muito alto, envolvendo
alternativas que implicam o que fazer versus o que não fazer. Estratégia
envolve decisões não frequentes, difíceis de reverter, relacionadas à
competição e com consequências relevantes;
O papel da transformação digital
é simplesmente viabilizar um novo jeito de operar com mais eficiência em prol
do consumidor, não precisa ser uma tecnologia da NASA.
Portanto, o autor argumenta sobre
transformação digital, nova economia, cultura, e principalmente disrupção - onde
os segmentos da economia passam a se organizar, a estratégia das empresas deixa
de ser um roteiro definido somente pela execução.
Agora é um processo que exige visão elástica
durante todo o percurso, para que os empresários possam ajustar o negócio a
cada novo sinal do mercado, única forma de tomar decisões que lhe permitiram
continuar a gerar Riqueza no futuro.
Uma empresa na nova economia tem
cultura orientada para tecnologia, modelo de gestão ágil, infraestrutura de
tecnologia moderna, mentalidade de ecossistema, orientação a dados, negócio
integrado à tecnologia, tecnologia proprietária em alguns casos e modelo de
negócio digital.
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