Pular para o conteúdo principal

Postagens

INOVAÇÃO

Entenda o tipo de inovação que desestabiliza mercados existentes e ajuda a gerar novos mercados, e por que empresas estabelecidas caem na armadilha de ignorar esse tipo de inovação. A inovação é o que impulsiona as mudanças na maioria dos setores. No entanto, em alguns deles, a inovação pode prejudicar os líderes do mercado (caso da fotografia digital e da Kodak) e, em outros, ajudá-los (por exemplo, o vídeo sob demanda e a Netflix). Visando decifrar esse enigma, Clay Christensen desenvolveu sua teoria da inovação. O autor mostrou que algumas inovações têm características que as tornam desestabilizadoras, ao passo que outras possuem qualidades sustentadoras. A capacidade de distinguir os dois tipos de inovação é valiosíssima. Quando usar Para saber quem vai sair ganhando e quem vai sair perdendo quando um setor passa por mudanças. Para identificar se uma inovação é uma ameaça ou uma oportunidade. Para decidir como sua empresa deve reagir.   Origens Os pesquisadores ...

Aprendendo a Pensar

A maioria das aulas que tive foi expositiva. Um professor, normalmente mal pago e por isso mal-humorado, falava horas a fio, andando para lá e para cá. Parecia mais preocupado em lembrar a ordem exata de suas ideias do que em observar se estávamos entendendo o assunto ou não. Ensinavam as capitais do mundo, o nome dos ossos, dos elementos químicos, como calcular o ângulo de um triângulo e muitas outras informações que nunca usei na vida. Nossa obrigação era anotar o que o professor dizia e na prova final tínhamos de repetir o que havia sido dito. A prova final de uma escola brasileira perguntava recentemente se o país ao norte do Uzbequistão era o Cazaquistão ou o Tadjiquistão. Perguntava também o número de prótons do ferro. E ai de quem não soubesse todos os afluentes do Amazonas. Aprendi poucas coisas que uso até hoje. Teriam sido mais úteis aulas de culinária, nutrição e primeiros socorros do que latim, trigonometria e teoria dos conjuntos. Curiosamente não ensinamos n...

Mamãe, Quero uma Tatuagem

De Kanitz Mais dia menos dia, muitas mães terão de enfrentar esta questão. O  que dizer quando o filho e filha informa que pretendem fazer uma tatuagem e a maioria dos pais não tem uma resposta formada? Aí, não sabem exatamente o que responder, especialmente se você é uma mãe que luta por uma filha independente e lutou pela liberdade de expressão . A maioria dos pais que se opõe à uma tatuagem usando um argumento totalmente idiota. A de que uma tatuagem “é para sempre”. É um argumento cretino, por várias razões. Se um dia a sua filha de quinze anos lhe disser que está loucamente apaixonada pelo homem da sua vida e quiser casar-se, você argumentaria contra, só porque o casamento “é para sempre”? Se seu filho lhe comunicar que pretende casar-se e ter um filho, você argumentaria contra, só porque um filho “é para sempre”? Tatuagens são para sempre, eles já sabem disto, e estão dispostos a arcar com as consequências. Este seu argumento não levará a nada. Tatuagem ...

Nossos Intelectuais Que Nada Produzem

Todo país precisa de pessoas pensantes de várias disciplinas para, juntas, encontrarem soluções para os nossos problemas. Os Estados Unidos devem muito a seus “ think tanks “, como Brookings Institute, NBER, Russell Sage Foundation, muitos criados em 1910 e que contribuíram para o desenvolvimento do país. Leiam The Idea Brokers, de James A. Smith. Talvez seja por isso que o Brasil está à deriva, sem rumo e sem projeto. Pesquisem os sites de nossas principais universidades e procurem as “soluções para a corrupção ” ou “soluções para os juros altos” ou “soluções para a questão da Previdência” ou “soluções para fazer o Brasil crescer”. Quando muito encontraremos “ papers ” de um professor ou outro, raramente uma solução multidisciplinar. Nem temos um termo como “ think tank ” em português. Não se encontram soluções onde não se ouvem profissionais de direito, contabilidade, administração , demografia, medicina, atuária. Só para citar as áreas que deveriam se reunir p...

QUANDO TAYLOR CHOROU

Depois de ler o livro - Quando Nietzsche Chorou, fiquei pensando como seria um diálogo na atualidade com Frederick Taylor, considerado o Pai da Administração. Eu conto a história da administração e os ensinamentos do Taylorismo nas aulas de administração, onde tínhamos a Revolução Industrial com a metáfora do relógio e da máquina, tudo certinho com suas engrenagens funcionando o tempo todo e a “todo vapor”. Taylor tomou conhecimento dos problemas sociais e empresariais decorrentes da Revolução Industrial e com o estudo de tempos e movimentos começa a aplicar nos seus métodos de trabalho, a Ciência, em lugar de empirismo, racionalização do trabalho, análise das tarefas de cada operário, decompondo seus movimentos e processos de trabalho, aperfeiçoando-os e racionalizando-os gradativamente. Tudo era lento, previsível e com pouca tecnologia. Taylor assegurava que as indústrias de sua época padeciam de alguns problemas, “vadiagem no trabalho”, desconhecimento, pela gerência, das r...

Qual é o Problema?

Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anterior ao meu primeiro dia de pós-graduação em  administração . Havia sido um dos quatro brasileiros escolhidos naquele ano, e todos nós acreditávamos, ingenuamente, que o difícil fora ter entrado em Harvard, e que o mestrado em si seria sopa. Ledo engano. Tínhamos de resolver naquela noite três estudos de caso de oitenta páginas cada um. O estudo de caso era uma novidade para mim. Lá não há aulas de inauguração, na qual o professor diz quem ele é e o que ensinará durante o ano, matando assim o primeiro dia de aula. Essas informações podem ser dadas antes. Aliás, a carta em que me avisaram que fora aceito como aluno veio acompanhada de dois livros para ser lidos antes do início das aulas. O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caíam ano após ano. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o ca...

Modelos de remuneração na saúde - José Luiz Bichuetti e Yussif Ali Mere Jr.

As características do Brasil e dos EUA diferem na infraestrutura da saúde e na cultura empresarial, dificultando a aplicação aqui das soluções de lá Modelos como Capitation, Bundled Services e DRG têm sido desenhados e aplicados, ainda de maneira exploratória, para mercados mais evoluídos, cujo sistema de saúde difere do brasileiro. No Brasil o sistema privado de saúde remunera prestadores de serviços pela quantidade de procedimentos e não pela qualidade. Primeiro porque o foco está na doença e não na prevenção de suas causas. Segundo, porque a preocupação predominante está na forma de remunerar, na redução imediata de custos e não no resultado final do serviço assistencial prestado. As negociações de preços de procedimentos assistenciais entre prestador e o plano de serviços de saúde é um dos principais entraves no avanço da relação entre eles no Brasil. Atrelar qualidade a custo não é fácil de equacionar em qualquer segmento empresarial, mais complexo ainda na saúde. Esta ediç...