Postagens

Seis erros que o executivo comete na gestão de riscos

Autor de A Lógica do Cisne Negro, Nassim Taleb sustenta, com os demais autores do artigo, que a cartilha convencional da gestão de risco não prepara ninguém para a realidade. Nenhum modelo, por exemplo, foi capaz de prever o impacto que a atual crise econômica teve ou está tendo em certas partes do globo.   Ao lidar com o risco, o gestor comete seis erros comuns: tenta prever eventos extremos, busca se orientar pelo passado, ignora conselhos sobre o que não fazer, usa o desvio padrão para calcular o risco, não entende que equivalência matemática não é o mesmo que equivalência psicológica e acredita que, quando o assunto é eficiência, não há espaço para redundância. A empresa que fechar os olhos para cisnes negros (eventos de baixa probabilidade e alto impacto) sucumbirá. Mas, em vez de tentar prever um cisne negro, é preciso reduzir a vulnerabilidade geral da empresa a um episódio desses.   É quase impossível prever um “cisne negro”. Em vez de insistir na ilusão de que...

Governança Corporativa, onde? Adivinha.

Estava eu na Chechênia conversando com alguns colegas sobre ética, valores, governança corporativa e compliance e passamos por alguns conceitos para ao final chegarmos algumas conclusões. Considerando: A ética, enquanto disciplina teórica, estuda os códigos de valores que determinam o comportamento e influenciam a tomada de decisões num determinado contexto.  Estes códigos de valores têm por base um corpo tendencialmente consensual de condutas e princípios moralmente aceites, que determinam o que deve ou não deve ser feito em função do que é considerado certo ou errado. No ambiente organizacional e na gestão em empresas em particular, a ética estuda os códigos morais que orientam as decisões empresariais, na medida em que estas afetem as pessoas e a comunidade envolvente Sobral (2010). Conforme Morin (2001, p.82) “toda a evolução é fruto do desvio bem-sucedido cujo desenvolvimento transforma o sistema onde nasceu: desorganiza o sistema, reorganizando-o”.  ...

O que é o ‘cisne verde', que pode causar a próxima crise financeira mundial

Quando o dinheiro estava correndo fartamente nos corredores de Wall Street e a festa parecia nunca acabar, poucos viram que uma crise financeira brutal estava a caminho. Seus efeitos profundos pelo mundo contam esta história até hoje. Após a crise de 2008, a urgência em tentar antecipar crises como essa cresceu tanto quanto o medo da reincidência. Foi nessa época que os economistas começaram a usar o termo "cisne negro" para se referir a eventos fora da curva e que têm um forte impacto negativo ou até catastrófico. Na semana passada, o Bank for International Settlements (BIS), conhecido como "o banco dos bancos centrais", com sede na Suíça, publicou o livro  The green swan  (O cisne verde), um estudo de Patrick Bolton, Morgan Despres, Luiz Pereira da Silva, Frédéric Samama e Romain Svartzma. A partir do cisne negro, os autores criaram a figura do "cisne verde" para se referir à perspectiva de uma crise financeira causada pelas  mudanças climáticas...

Quer Destruir Suas Finanças? Divorcie.

Artigo de Stephen Kanitz Tendo decidido voltar ao Brasil e ser professor de tudo que eu aprendi na Harvard Business School, eu estava me condenando a ser o menor salário da minha turma, a turma D. Na nossa primeira reunião, depois de cinco anos, isso ficou mais do que evidente. Era eu quem estava reduzindo a média salarial do grupo. Mas a situação foi mudando ano após ano, e na última reunião há cinco anos eu já estava acima da média patrimonial. Não que minhas finanças houvessem melhorado, é que metade da minha turma se divorciou. Portanto, se você percebe que está ficando financeiramente para trás de seus amigos, não se desespere. Você ainda dará a volta por cima. Não se divorciando. Saiba como fazer isso lendo o meu melhor artigo até hoje “ O Segredo do Casamento “.  É difícil eu sei, mas o segredo é renovar o casamento que você tem e não sair procurando alguém. Separar, especialmente aos 40 anos, a idade do lobo para o homem, é devastador. Homens ficam mais pob...

Organizações ágeis: o segredo para responder rapidamente às mudanças

Com grandes mudanças afetando as áreas internas e externas de uma organização, responder rapidamente a elas passa a ser condição vital para a sobrevivência de empresas nos mercados competitivos. O modelo de organização ágil oferece  uma metodologia para gerenciar pessoas e operações diferente  do que estamos acostumados a ver: você e sua empresa se tornam rápidos em responder a mudanças no mercado por meio de ciclos de decisão curtos, lidam eficientemente com novas ameaças e se mantêm atualizados sobre os avanços em tecnologia, favorecendo assim que as operações prosperem em ambiente turbulento. A organização ágil é rápida em responder a mudanças no mercado por meio de ciclos de decisão rápidos. Apple, Philips e ING Bank vêm operando com sucesso o modelo ágil, outras empresas também estão procurando adotar a abordagem ágil, o que significa se afastar de uma hierarquia gerencial (em que as decisões são tomadas de cima para baixo) e não aderir mais a processos estritament...

Para mudar a maneira como pensa, mude a maneira como você vê

Mas, além de pensar de outra forma para conceber novas ideias ou produtos revolucionários, também é preciso  ver  de outro jeito. Grandes criadores, inovadores e empreendedores enxergam o mundo de um jeito diferente de muitos de nós. É por isso que eles veem oportunidades que outras pessoas não são capazes de perceber. A história do Velcro é bem conhecida. Um engenheiro suíço, George de Mestral, decidiu olhar com mais atenção para os carrapichos (sementes de plantas) que ele encontrava presos à sua roupa depois de um passeio na mata. Olhando pelo microscópio, ele viu que a natureza projetara ganchos nos carrapichos, e estes se agarravam às fibras das roupas. Assim nasceu a famosa alternativa ao zíper, o fecho aderente batizado de Velcro. (Hoje, existe todo um campo, chamado biomimética, dedicado a imitar a natureza a fim de resolver os problemas do homem.) Menos conhecida, mas igualmente digna de nota, é  a história do  Softsoap . Um empresário norte-americano...

Nada superou a Gestão Científica?

“O Taylorismo é o único sistema de Administração coerente e lógico e, assim, ensinável” - (Deam Harolw Person ) Este é um assunto que tem me causado muitas inquietações nos últimos anos. Depois da experiência de Hawthorne, talvez, nunca se falou tanto em administrar pessoas nas organizações como nos dias atuais. Em 2011 comemoram-se os 100 anos do lançamento do livro Scientific Management , de Frederick Winslou Taylor. Anos antes, em 1903, ele já havia publicado Shop Management , que enfatizava as técnicas de racionalização do trabalho do operário por meio do estudo dos tempos e movimentos. Nas duas publicações seu autor buscava freneticamente a redução do esforço físico do trabalhador e o aumento da produtividade. O que faz a Gestão Científica permanecer viva e ativa no século 21, em plena era de tantos avanços tecnológicos no campo da produção e dos serviços? Frank Barkley Copley, um dos primeiros biógrafos de Taylor, nos dá uma ideia da resposta sobre o tema quando em ...