Com crise, brasileiros estão usando mais serviços públicos, diz CNI
Brasileiros enfrentam segundo ano de
crise
A população brasileira sentiu, de maneira
significativa, o aprofundamento da crise econômica entre 2015 e 2016. No
entanto, a maioria acredita que o pior já passou e que a economia deverá se
recuperar no próximo ano. Parte dos brasileiros teve que adotar medidas duras,
como vender bens para pagar dívidas (24%); mudar de residência para reduzir
custos com habitação (19%); passar o filho da escola particular para pública
(14%); usar mais transporte público (48%) e deixar de ter plano de saúde (34%).
A crise econômica está levando mais brasileiros a usarem serviços públicos. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o aumento do desemprego e as incertezas da economia estão fazendo com que a população utilize mais os transportes, escolas e serviços de saúde públicos.
A crise econômica está levando mais brasileiros a usarem serviços públicos. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o aumento do desemprego e as incertezas da economia estão fazendo com que a população utilize mais os transportes, escolas e serviços de saúde públicos.
Segundo o levantamento, 48% dos brasileiros passaram a
usar mais o transporte público. A pesquisa mostra também que 34% deixaram de
ter plano de saúde, e 14% mudaram os filhos da escola privada para a pública.
Os consumidores também estão enfrentando a crise
trocando produtos por similares mais baratos (78%), esperando liquidações para
comprar bens de maior valor (80%) e poupando mais para o caso de necessidade
(78%).
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os
dias 24 e 27 de junho. Entre os pesquisados, 67% disseram que estão com
dificuldades de pagar as contas ou as compras a crédito.
"A crise está afetando toda a população brasileira.
As medidas mais simples, relacionadas ao consumo, ocorrem em todas as faixas de
renda, mas as medidas mais extremas, como mudar de casa, são tomadas
principalmente pelas famílias de menor renda", afirma, em nota, o
presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.
Desemprego
De cada 100 entrevistados, 57 disseram que alguém da família ficou sem emprego. O volume é maior que o verificado na pesquisa anterior, de 44%.
De cada 100 entrevistados, 57 disseram que alguém da família ficou sem emprego. O volume é maior que o verificado na pesquisa anterior, de 44%.
Um total de 80% dos entrevistados disseram que se
preocupam, muito ou pouco, em perder o emprego, ficar sem trabalho ou ter que
fechar o negócio nos próximos 12 meses e 84% se preocupam em perder o atual
padrão de vida. Mais da metade dos brasileiros (56%) buscam trabalho extra para
complementar a renda.
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