Governança Corporativa, onde? Adivinha.

Estava eu na Chechênia conversando com alguns colegas sobre ética, valores, governança corporativa e compliance e passamos por alguns conceitos para ao final chegarmos algumas conclusões.

Considerando:


A ética, enquanto disciplina teórica, estuda os códigos de valores que determinam o comportamento e influenciam a tomada de decisões num determinado contexto. 

Estes códigos de valores têm por base um corpo tendencialmente consensual de condutas e princípios moralmente aceites, que determinam o que deve ou não deve ser feito em função do que é considerado certo ou errado. No ambiente organizacional e na gestão em empresas em particular, a ética estuda os códigos morais que orientam as decisões empresariais, na medida em que estas afetem as pessoas e a comunidade envolvente Sobral (2010).


Conforme Morin (2001, p.82) “toda a evolução é fruto do desvio bem-sucedido cujo desenvolvimento transforma o sistema onde nasceu: desorganiza o sistema, reorganizando-o”. 

Somos responsáveis pelas nossas atitudes e atos. Somos responsáveis não somente pelas intenções das nossas ações, mas também pelas suas consequências. 

Antes de compreender governança é importante entender o que veio antes, ou seja, a Teoria de Agência, lançada por Jensen e Meckling (1976), parte como premissa que todos os indivíduos possuem um comportamento maximizador da utilidade econômica. 

Baseia-se no conceito que o mercado é regido por um conjunto de contratos bilaterais entre agentes econômicos (empresas, governos e pessoas físicas). 

As relações contratuais constituem a essência da empresa, não só com os funcionários, mas com fornecedores, clientes e credores. Os conflitos de interesses entre a gestão e os investidores podem levar a uma alocação de recursos sub-otimizada da firma, ocorrendo, assim, em custos adicionais Carneiro (2011).

A governança corporativa, de acordo com Shleifer e Vishny (1997), pode ser considerada como um conjunto de mecanismos pelos quais os investidores asseguram o retorno dos seus investimentos.


Portanto, na Chechênia o risco de conflito de interesses, o conflito de agência é eminente na maioria das empresas, o problema de agência, falta de critérios, transparência é algo factível na maioria das empresas.

Onde estão as auditorias internas e externas? Os relatórios de gestão? a gestão de riscos? A discussão da alta cúpula sobre os principais indicadores? A conta chega e o preço é alto............mas estamos falando da Chechênia....TAKE IT EASY.

Fabiano Tykalowitz

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